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03/05/2018

03/05 – Abertura Exposição SUI GENERIS | Galeria Alexandre Filho

A Usina Cultural Energisa dá continuidade ao seu objetivo de mostrar a produção de artistas paraibanos contemporâneos. Desta vez, propondo uma exposição coletiva com a participação de jovens artistas – Chevito, Kai e Rana Sui –, residentes na Grande João Pessoa. E essa mostra coletiva apresenta artistas que utilizam linguagens, técnicas e categorias de artes plásticas muito próximas, o que resulta numa exposição com elementos em harmonia estética e conceitual, além de fazer homenagem ao desenho, já que todas as obras foram produzidas sobre papel.
A exposição acontece no novo espaço localizado no prédio do Espaço Energia, a Galeria Alexandre Filho, recentemente inaugurada, e é dedicada a mostrar a rica produção de artes visuais da Paraíba, seja jovem ou “madura”, contemporânea ou academista, erudita ou popular, na simples ideia de cumprir nosso objetivo: exibir e disponibilizar ao público, aqui na Usina Cultural Energisa, a produção cultural que se revela (e surge) de todos os matizes da arte do Estado.

Os artistas

Chevito (Eusébio Muñoz Filho)
Sou natural de Recife (1969) mas passei parte da infância no Ceará, na cidade de Sobral, onde vivia com a família. É desse período que lembro ter feito os primeiros ‘traços’… e, ao lado do irmão mais jovem, tive aulas de desenho e pintura com uma professora contratada por meus pais. Voltamos ao Recife, e eu continuei exercitando as artes mas com o desejo de frequentar um curso ou uma academia de belas artes. Até cheguei a expor minha produção, em 1999, no Espaço Arlechino, na Conde da Boa Vista. Por causa do acesso à internet, um mundo novo se abriu e passei a pesquisar tudo que fosse relacionado à história da arte, os estilos e técnicas, os movimentos e artistas – dos clássicos aos contemporâneos – na intenção de compreender melhor o sentido da arte na vida das pessoas, suas angústias desejos etc. Nos trabalhos apresentados nesta exposição, por mim denominada Sui Generis, há uma série de pinturas realizadas sobre guardanapos, desses mais simples e que podem ser encontrados em qualquer supermercado. Me utilizo de canetas esferográficas, tintas guache e acrílica, e também tinta a óleo e lápis de cor, e tenho o cuidado de montar toda a peça, ou seja, executo o passe-partout com papel camurça em cores variadas e coloco um plástico para proteger as pequenas pinturas de guardanapo. Sempre me debruço sobre temas relacionados ao corpo humano, masculino, e pra isso recorro a modelos vivos, algo pouco comum no mundo contemporâneo das artes plásticas. Atualmente resido em Cabedelo, Paraíba.
Contatos:
(83) 99662.7708

Kai (Lucas Gomes)
Kai significa mar, oceano. O que dialoga com a principal técnica que uso, a aquarela, que me veio de uma forma natural, como extensão de mim, sempre imprevisível, mas delicada. Nasci em João Pessoa em dezembro de 1999 e desde então dividi minha infância entre a capital e o sertão, pra onde fiz muitas viagens e guardo minhas raízes. Nunca fiz nenhum curso de desenho ou pintura, mas desde criança estava com um lápis na mão desenhando tudo ao meu redor, e desenvolvi minha arte experimentando e criando sem amarras. O corpo e suas questões acabaram virando temas centrais do meu trabalho, pois sempre acreditei que é no corpo que se carregam o universo e as verdades, particulares ou do coletivo, e assim o nu se transformou num meio para assuntos externos a ele, no meu trabalho.
Contatos:
contato.artekai@gmail.com | instagram.com/anar.kai

Rana Sui
Nasci em João Pessoa (1999), cidade onde passei a infância, porém intercalando entre estar na casa da minha avó e minha tia – esta que, por ser bibliotecária, sempre me deu livros e incentivou a leitura – e na casa do meu pai, artista plástico, que me apresentou a arte, a música e o desenho. Não posso deixar de citar a participação da minha mãe, que sempre me deu liberdade para criar. Nem precisava dizer, mas tudo isso foi o ambiente perfeito para minha arte e criatividade surgirem naturalmente. Das técnicas, gosto muito de desenhar e isso tem sido a base do meu trabalho, mas também me utilizo da pintura com cores claras e da tinta nanquim sobre papel. Nunca fiz curso de desenho e acredito que a técnica veio com a prática. Meu imaginário surge a partir da observação de símbolos e sinais gráficos presentes no cotidiano (internet, tv, computador, mídias etc.) e das imagens e fotos com elementos do meu repertório – corpo de mulher e animais, realistas ou caricatos.
Contatos:
ranachaves@gmail.com | instagram.com/ratazanavoadora

Por: Dyógenes Chaves

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