Agenda

23/08/2017

23/08 – Edital de Ocupação 2017 / 2018 – Coletiva 11 – Paulo Rossi, Artur Maia, Karla Noronha e Addisseny

Coletiva 11, com os artistas Addisseny, Artur Maia, Karla Noronha e Paulo Rossi.

São 35 obras (gravura e fotografia) produzidas entre 2016 e 2017.

23 de agosto, quarta-feira, 20h (vernissage)

Até 23 de setembro de 2017, de terça a domingo, das 14h às 20h

Usina Cultural Energisa (Rua João Bernardo de Albuquerque, 243 – Tambiá – João Pessoa-PB)

Curadoria: Dyógenes Chaves 

Organização: Gerência de Marketing, Cultura e Comunicação/ Energisa

Realização: Ministério da Cultura (Lei Rouanet)

Patrocínio: Energisa Paraíba

Artistas selecionados no Edital de Ocupação da Usina Cultural Energisa 2017 / 2018.

A Usina Cultural Energisa, desde sua criação em 2003, tem sido palco de grandes eventos, como o Festival de Cinema de Países de Língua Portuguesa (Cineport), Prêmio Energisa de Artes Visuais, entre outros. E a Usina não para. Uma programação mensal com projetos permanentes como Usina da Música, Domingo na Usina, Violadas, e espaços como a Galeria de Arte, Galeria Alexandre Filho, Livraria da Usina, Espaço Energia e Café da Usina, atraem diariamente um público interessado em apreciar shows, concertos, exposições, lançamentos de livros, cinema, teatro.

Desde 2016 retomamos a ocupação da galeria de arte da Usina com uma série de exposições, coletivas e individuais, com destaque para a produção local e propondo o reconhecimento desses artistas, notadamente daqueles talentos surgidos no Arte na Empresa, programa de exposições realizado ininterruptamente pela Energisa, na Paraíba, desde 2008, nas cidades de Patos, Campina Grande e João Pessoa.

As exposições desta temporada “local” se estenderão até meados de 2018, sendo a galeria ocupada periodicamente por coletivas e individuais, de artistas convidados ou selecionados pelo Edital de Ocupação Artes Visuais 2017-2018, da Usina Cultural Energisa, numa realização do Ministério da Cultura (Lei Rouanet) com o patrocínio da Energisa Paraíba. Com essa iniciativa, o público tem oportunidade de melhor conhecer a produção dos artistas da nossa terra.

É a Usina Cultural Energisa, que cumpre o seu papel na geração de cultura e arte, fazendo dessa honrosa missão um marco de aproximação entre artistas e público.

O terreiro é nosso, de Addisseny

Caracterizadas como arte naïf, as xilogravuras de Addisseny têm como tema principal as manifestações culturais e elementos da religiosidade brasileira. Utilizando a técnica da xilografia a artista comunica suas impressões, sentidos e reflexões sobre os fazeres culturais, mediante o jogo do contraste entre preto e o branco, captando da temática os elementos que mais lhe afetam, revendo-os, recordando-os e materializando-os no papel. O suporte para expressão da sua poética é matriz em madeira ou derivados (MDF e compensado). Entendendo que o objeto gravado não é a obra final, o processo de reprodução das xilogravuras é feito mediante impressão manual sobre papel.

Currículo da artista

Addisseny é natural de Goiânia, Goiás. Vive e trabalha em João Pessoa. O interesse pela xilografia se efetiva por entender que esta técnica lhe possibilita um diálogo, o estabelecimento de uma relação entre o prescrito e o real. Essa dialética é vivida pela artista na medida em que uma criação, derivada de reflexões sobre determinada temática, que é posteriormente, no geral, materializada em croquis ou desenhos, constrói no fazer outros destinos, até então não premeditados, não percebidos, que se lhe apresentam no ato de talhar. Nessa série, o tema é o Cavalo Marinho, manifestação típica do Agreste da Paraíba e da Zona da Mata de Pernambuco, frequentemente apresentado nos períodos natalino e junino, que reúne teatro, dança, música e poesia.

 

Passagens, de Artur Maia

O ensaio Passagens foi realizado durante dois anos, entre 2014 e 2016, e traz registros feitos em dez diferentes cidades (Berlim, Paris, Lisboa, Florença, Praga, Zagreb, Tirana, Tragumna, Dublin e João Pessoa). O que o move é a ideia de que o caminhar é parte fundamental das cidades, na medida em produz paisagem e arquitetura. É um ato estético com a dupla característica intrínseca de escrita e leitura do espaço. O caminhante tem uma percepção única de leitura do mundo proporcionada pelo próprio ato de caminhar, ao mesmo tempo em que escreve o seu percurso no espaço. Todas as imagens do ensaio foram feitas a partir de caminhadas, através das quais escrevi os espaços retratados e os li do ponto de vista da minha posição de fotógrafo caminhante. Em um contexto de cidades movidas por uma lógica do medo e da violência, parece que caminhar se torna ato de resiliência. Este ensaio é, de certa forma, um elogio ao caminhar e busca ser um estímulo à esta ação que é parte fundamental da nossa condição humana.

Currículo do artista

Artur Maia nasceu em Recife, Pernambuco, em 1988. Vive e trabalha em João Pessoa. É graduado em Publicidade e Propaganda e mestre em Sociologia. É professor universitário na área de Comunicação Social (IESP e UFPB). Desde 2011 vem desenvolvendo trabalhos fotográficos autorais no campo das artes visuais. Já participou de exposições na Paraíba, tais como, Setembro Fotográfico (2011), Salão de Artes Visuais do Sesc (2013 e

2014), e Festival de Artes de Areia (2014). A sua produção se conecta, principalmente, a questões relativas ao mundo urbano contemporâneo. Além de buscar problematizar elementos contraditórios e nefastos das cidades, está focado, sobretudo, em aspectos de resiliência urbana e na nossa especificidade estética periférica.

 

Fé Profana, de Karla Noronha

A fotografia conta histórias com paixão, é uma mistura de tradicional e contemporâneo. A exposição fotográfica Fé Profana retrata a Festa de Nossa Senhora das Neves, padroeira da cidade de João Pessoa. Busquei registrar a festa dos parques de diversão, o comportamento das pessoas nos brinquedos, até os lanches clássicos que a criançada gosta. Acompanhei a Procissão das Neves para registrar a devoção dos fiéis pela padroeira da cidade. E a chuva esteve presente na caminhada. Os ritos dos padres, as mãos carregando terços cheios de fé e promessas… Considero um registro importante, pois representa a religiosidade dos paraibanos à Nossa Senhora das Neves que se mistura com a festa profana e a cultura popular da cidade. Acredito que essa exposição pode contribuir para contar a história e a fé dos pessoenses que há décadas participam das festividades em homenagem à santa padroeira.

Currículo da artista

Karla Noronha é natural do Crato, Ceará. Vive e trabalha em João Pessoa. É profissional da área de Comunicação Social, trabalhou como repórter fotográfica em empresa privadas e órgãos públicos na Paraíba. Atua como fotógrafa há mais de dois anos com eventos e ensaios. Tem investido em trabalhos autorais buscando registrar manifestações culturais, personagens da cidade entre outras situações do cotidiano. Participou de exposições coletivas ExpoSesc 2017, do Salão Nacional de Fotografia Pérsio Galembeck 2017 em Araras, São Paulo e em 2014 foi 1º lugar no Prêmio ALPB de Jornalismo na categoria Fotojornalismo.

 

Os Peixes, de Paulo Rossi

Iemanjá, segundo a mitologia Iorubá, é a mãe dos peixes, e para protegê-los afoga o pescador que ameaça seus filhos nas profundas águas do oceano. Os devotos da rainha do mar a chamam de mãe, e a ela rogam proteção. São os “peixes” aqui da terra que querem se abrigar sob seu protetor manto azul. Os peixes não é um ensaio fotográfico sobre a fé, mas sobre os “peixes” celebrando sua fé na mãe protetora de todos os males.

Currículo do artista

Paulo Rossi, paulistano radicado em João Pessoa, é fotógrafo e professor de fotografia. Lecionou nos cursos livres de fotografia e no Bacharelado em Fotografia, ambos no Senac-SP. Coordenador dos cursos de fotografia da Casa das Artes Visuais (João Pessoa). Atualmente é professor no IESP-PB, e no curso de Pós-graduação em Fotografia da FAAP (SP). Curador associado do ciclo de debates presenciais e on-line

Corpo Imagem dos Terreiros: experiência ritual, produção de presença (Programa Cultura e Pensamento, Ministério da Cultura, 2010). Curadorias: Variações do feminino: bastidores do universo trans (2010 e 2013), e do projeto Novíssimos: talentos da fotografia autoral na Paraíba (2013). Realizou a mostra individual Poética do negativo (João Pessoa, 2015), e Em trânsito (João Pessoa, 2014-2015). Outras mostras coletivas: Narrativas e alteridades: o outro de nós (Fortaleza, 2016), Corpo Imagem dos Terreiros (Brasília, 2014), Setembro Fotográfico: Fotografia Paraibana (2011), deVERcidade 2010 (iFOTO, Fortaleza), e 10ª Muestra de Documentales y Fotografía de América-Latina – 2010 (Espanha). Selecionado para o Visionado Photoespaña (Santo Domingo, República Dominicana, 2011).