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27/12/2018

27/12 – Forró e Literatura de Cordel com Marco di Aurélio e Biliu de Campina

Marcos Aurélio Gomes de Carvalho define-se “gerado nas madornas de um Abril dos tempos, gestado vagarosamente nas manhãs do mundo, nascido sertanejo sob um céu de luz num janeiro azul e ensolarado, e solfeja em seus versos o que vem de dentro”.

O cordelista, filho de Ester e Aurélio, por isso o nome “Marco Di Aurélio”, nasceu na cidade de Bodocó, alto sertão pernambucano. O artista inclui em seu currículo, uma vasta experiência profissional que o tornara poeta de um lirismo límpido e sensível às causas sociais e ao próximo, razão que provavelmente conduz a sua entrega total as raízes e a cultura popular nordestina.

Sua verve poética e artística o conduz pelas artes plásticas, cinema, fotografia, palcos, contos e, sobretudo pela poética. O artista perde-se na vastidão da vida, vencendo porteiras e cercas de sua própria busca.

Marco Di Aurélio marca sua produção pelo tradicionalismo poético que caracteriza o cordel desde o conteúdo ao aspecto físico e xilográfico. Isto não o caracteriza conservador em seus posicionamentos; encarna um regionalismo nativista, sem radicalismos nem barreiras conservadoras.

O escritor e cordelista é um militante da Academia Paraibana de Poesias; sua obra transita do cordel ao soneto, do aboio à poesia moderna, das incelências aos musicais e documentários.

Fonte: http://www.paraibacriativa.com.br/artista/marco-di-aurelio/

Severino Xavier de Souza (Campina Grande – PB1 de março de 1949), mais conhecido como Biliu de Campina é um compositorcantor e advogado brasileiro.[1]

Formou-se em direito, pela Universidade Estadual da Paraíba (UEPB), mas trocou a advocacia pela musica em 1978 quando iniciou a carreira artística,[1] resgatando o forró de raiz. Biliu é um forrozeiro que transita pela sua cidade natal tranqüilamente, sendo um referencial e um patrimônio cultural da cidade. É fácil encontrá-lo no meio dos turistas no Parque do Povo e horas depois está em cima do palco fazendo show.

Se auto-intitula como o maior carrego de Campina Grande. Critica as bandas de forró eletrônico e forró universitário, classificando-os como sendo travestis de forrozeiros, que aparecem como Balão junino; fazendo forró a força e dizendo que estão dando força para o Forró.[2]

Biliu lançou três discos independentes: Tributo a Jackson e RosilForró O Ano Inteiro e Matéria Paga.[1] E lançou dois CDs independentes: Do Jeito Que O Diabo Gosta e Forrobodologia. Em 2002 mantendo seu lado irreverente, lança: Diga Sim A Biliu de Campina, trocadilho da campanha nacional do Combate a Pirataria: Diga Não a Pirataria.[2]

O Forró de Biliu tem toda a essência dos forrós tradicionais, com um suingue característicos dos discípulos de Jackson e uma irreverência no duplo sentido das letras que mostra bem toda a malicia e o bom humor nordestino.[2] Biliu mantém um trabalho local por opção e por falta de oportunidade de mostrar seu trabalho a nível nacional; não quer se desgastar no sudeste, batendo portas lacradas e trocado por modismo do mercado fonográfico.

Fonte: https://pt.wikipedia.org/wiki/Biliu_de_Campina