Agenda

04/05/2017

De 04/05 a 03/06 – Edital de Ocupação 2017/2018 – Flávio Tavares – ‘A Linha do Sonho’

Exposição ‘A Linha do Sonho’

Flávio Tavares

Nesta quinta-feira, 04 de maio, a Usina Cultural Energisa abre as portas para a segunda exposição do Edital de Ocupação de Artes Visuais 2017/2018, com a obra do artista plástico paraibano, Flávio Tavares. O vernissage começa às 20h, na Galeria de Arte da Usina Cultural Energisa, em João Pessoa. O Edital de Ocupação da Galeria 2017/2018 é realizado e patrocinado pela Energisa Paraíba, por meio da Lei Rouanet (Ministério da Cultura). A visitação é aberta ao público e fica em cartaz de 04 de maio a 03 de junho, de terça a domingo, das 14h às 20h.

Diferente dos demais artistas participantes do edital, Flávio Tavares, assim como Roberto Coura – que expos no último mês na Usina, foram convidados a expor seus trabalhos na Galeria da Usina Cultual Energisa, em reconhecimento a trajetória artísticas de ambos.

A Exposição ‘A Linha do Sonho’, de Flávio Tavares, traz 70 trabalhos entre desenhos e pintura sobre tela, produzidos pelo artista entre os anos de 2014 e 2017. A mostra tem apresentação de Raul Córdula e curadoria de Dyógenes Chaves.

Natural de João Pessoa, Flávio tem formação em pintura e desenho e assina, ao longo de mais de 50 anos de carreira, dezenas de exposições no Brasil e no exterior.

Ao todo, com o Edital 2017-2018, foram selecionados 19 artistas, todos paraibanos. São eles: Everton David, Flauberto, Leandro Pereira da Costa, Mirabeau Menezes, Addisseny, Alessandra Soares, Antonio Filho, Ariel Coletivo Literário, Erik Kleiver,, Artur Maia, Geóstenys Melo, João Vianey, Karla Noronha, Luciana Urtiga, Meiacor (Américo Gomes de Almeida Filho), Paulo Rossi, Ton Limongi, Versales (Luiz Ricardo Sales) e Vinagre. Os selecionados ocuparão a programação de arte visual da Usina com exposições, distribuídas durante o período oferecido pelo edital. A exposição individual do artista plástico Flávio Tavares é a segunda exposição do calendário de artes visuais da Usina Cultural Energisa em 2017.

A programação de arte visual da Usina é aberta ao público e tem intuito de incentivar e expandir a cultura e a arte local aos Paraibanos.

Serviço:

Exposição ‘A Linha do Sonho’, de Flávio Tavares

 

Data: Abertura nesta quinta-feira, 04 de maio, às 20h (vernissage)

Exposição aberta ao público de 04 de maio a 03 de junho, de terça a domingo, das 14h às 20h.

Local: Usina Cultural Energisa

Rua João Bernardo de Albuquerque, 243 – Tambiá – João Pessoa-PB

Entrada Gratuita

Contato Curadoria:

Curadoria: Dyógenes Chaves

Tel: (83) 9 8808-7877

Contatos do Artista:

Flávio Tavares

Tel.: (83) 9 8722-0694 (Flávio) / 9 8722-0696 (Alba) / 3226-5022 (Atelier)

Email: contato@flaviotavares.com.br

www.flaviotavares.com.br

youtube.com/user/flaviotavaresmelo

www.uceocupacaoartesvisuais.com.br

Nascido em João Pessoas, Paraíba, em 15 de fevereiro de 1950, Brasil, Flávio Roberto Tavares de Melo, neto e filho de artistas – seu avô paterno, Pedro Damião, era um notável fotógrafo e seu pai, Arnaldo, além de renomado médico, dedicava-se, nas horas vagas, ao desenho – a bico-de-pena -, tendo ilustrado diversos livros e, ao longo de décadas, produzido centenas de vinhetas para jornais do nosso Estado.

Em criança, Flávio já mostrava genuína intimidade com o desenho e a pintura, sendo inicialmente orientado pelo Dr. Arnaldo e, desde então, não parou de exercitar-se, de indagar e experimentar. Frequentou o curso de pintura oferecido pelo artista Raul Córdula, no Setor de Arte da Universidade Federal da Paraíba (UFPB) e, ainda aos 18 anos, passou a absorver os ensinamentos do pintor e gravador Hermano José, que àquela época já era um laureado artista. Tavares terminara seus estudos secundários e logo ingressara no curso de sociologia da UFPB, o qual abandonaria ainda no terceiro ano para dedicar-se em tempo integral ao ofício artístico. Tinha pouco mais de vinte anos e já havia exposto no Recife, Rio de Janeiro e São Paulo, onde, em 1976, lançou o álbum de desenhos O Pavão sem Mistério com o texto de apresentação do ilustre cartunista Ziraldo. Nesse mesmo período, estudaria pintura nos Estados Unidos da América (Universidade de Yale; Universidade de Connecticut e Simon Rock College, onde, inclusive, ministrou workshop), e em Caiena (na Guiana Francesa). Em todos esses lugares, aproveita para realizar exposições.

A seguir, ingressa no mercado de arte da Alemanha, pelas mãos do casal Jürgen e Maria do Carmo Vogt, ela paraibana e presidente do Instituto Cultural Teuto-Brasileiro em Berlim e que, em breve, se tornaria amiga e agenciadora das obras de Flávio Tavares na Alemanha. Neste país, sua primeira exposição individual ocorreu em 1981, em Berlim, na galeria Laden, com apresentação da Sra. Karoline Müller, mostra a partir da qual viria conseguir não só um substancial mercado de arte, mas ver surgir, pouco a pouco, um expressivo número de colecionadores das suas obras, sendo o Sr. Stahl um dos primeiros a integrar essa lista. Poucos anos mais tarde, Tavares exporia em Jerusalém (Israel) e, desde então, voltaria a realizar mais quatro mostras na Alemanha, contando sempre com o apoio e assessoria do casal Vogt, a quem Flávio atribui fundamental importância para a difusão de suas obras em terras germânicas. Laureado diversas vezes, Flávio Tavares participou de incontáveis e importantes mostras em grandes cidades do Brasil e do mundo, incursionando amplamente pelo universo das artes, tendo se expressado com sucesso nas mais diversas técnicas (pintura, desenho, aquarela, escultura em pedra e em madeira, gravura em metal, xilo e litogravura) e, não bastasse tudo isso, pintou cenários para peças teatrais, além de ter ministrado vários cursos, workshops, palestras para um sem número de estudantes de arte e, ainda, produzindo mais de dez painéis e murais na Paraíba e em outros estados do Nordeste brasileiro.

Artista sintonizado com seu tempo, Flávio Tavares iria produzir uma série de desenhos criticando a ditadura militar nos “anos de chumbo” no Brasil (1964-1984), e ainda hoje produz charges que aludem aos problemas políticos e sociais da Paraíba, do Brasil e do mundo, sem perder a verve e sempre com um traço irrepreensível. É bem verdade que nos desenhos preto no branco essas mensagens ficam mais evidentes, mas em suas pinturas, por vezes, detectamos numa mesma tela dois planos aparentemente dissociados e cuja simbiose resultará num discurso pictórico cheio de crítica social, política ou ainda de denúncias que o sistema muitas vezes se recusa a tomar conhecimento, por mera comodidade, de tal maneira é sofisticada e misteriosa a ilustração na arte de Flávio Tavares que, algumas vezes, ficamos a nos indagar se seriam mais eloquentes as mensagens em seus trabalhos com muitos personagens e elementos compositivos ou o “silêncio” das suas obras mais despojadas, com uma trajetória desse quilate, constatamos tratar-se, sem dúvida, de um artista ímpar que certamente ainda tem muito a nos mostrar, graças à sua criatividade e ao seu pródigo vocabulário imagético.

Eudes da Rocha

Fonte: http://flaviotavares.com.br/pt_br/biografia/