Agenda

09/06/2017

De 09/06 a 08/07 – Edital de Ocupação 2017/2018 – Everton David

A Usina Cultural Energisa, desde sua criação em 2003, tem sido palco de grandes eventos, como o Festival de Cinema de Países de Língua Portuguesa (Cineport), Prêmio Energisa de Artes Visuais, entre outros. E a Usina não para. Uma programação mensal com projetos permanentes como Usina da Música, Domingo na Usina, Violadas, e espaços como a Galeria de Arte, Livraria da Usina, Espaço Energia e Café da Usina, atraem diariamente um público interessado em apreciar shows, concertos, exposições, lançamentos de livros, cinema, teatro.

Desde 2016 retomamos a ocupação da galeria de arte da Usina com uma série de exposições, coletivas e individuais, com destaque para a produção local e propondo o reconhecimento desses artistas, notadamente daqueles talentos surgidos no Arte na Empresa, programa de exposições realizado ininterruptamente pela Energisa, na Paraíba, desde 2008, nas cidades de Patos, Campina Grande e João Pessoa.

As exposições desta temporada “local” se estenderão até meados de 2018, sendo a galeria ocupada periodicamente por coletivas e individuais, de artistas convidados ou selecionados pelo Edital de Ocupação Artes Visuais 2017-2018, da Usina Cultural Energisa, numa realização do Ministério da Cultura (Lei Rouanet) com o patrocínio da Energisa Paraíba. Com essa iniciativa, o público tem oportunidade de melhor conhecer a produção dos artistas da nossa terra.

É a Usina Cultural Energisa, que cumpre o seu papel na geração de cultura e arte, fazendo dessa honrosa missão um marco de aproximação entre artistas e público.

Pegou amor – Resumo sobre a exposição

A mostra busca estabelecer trajetos fluentes entre o ultrarromantismo e a lógica das relações afetivas contemporâneas. São 45 trabalhos entre desenhos, pinturas, colagens, fotografias e objetos apresentados por elementos mínimos que reconstroem mapas sentimentais em diálogos metafóricos sobre “verdades” da condição afetiva humana. O diálogo entre experiência pessoal relacionada com o senso comum percorre as obras que estabelecem uma repetição de elementos, números e símbolos que geram sentidos de uma geografia física, do corpo e dos sentimentos, debatidas por meio de um repertório íntimo, como diários de universos particulares.

Pegou amor

Por Everton David. João Pessoa, em maio de 2017.

A exposição busca estabelecer trajetos fluentes entre o ultrarromantismo e a lógica das relações afetivas contemporâneas. Através de uma iconografia sentimental desenhos, pinturas, colagens e sobreposições revelam uma fragmentação das informações, apresentadas por elementos mínimos que reconstroem mapas sentimentais em diálogos metafóricos sobre a condição afetiva humana.

Os sentimentos que envolvem avassaladoramente os indivíduos no ápice de um envolvimento, tem sua essência catalogada num jogo de substâncias. O percurso na busca do outro tem uma representação objetiva, via de regra sentimentais, por sua vez não tão objetivos assim. Mas afinal qual a face da verdade? As entranhadas, insondáveis e subjetivas redes de sentimentos metaforizada em coração ou as composições, classificadas e objetivas misturas químicas em nosso organismo?

O diálogo entre experiência pessoal relacionada com a do ‘’outro’’ percorre as obras que estabelecem uma repetição de elementos, números e símbolos que geram sentidos de uma geografia física, do corpo e dos sentimentos, debatidas por meio de um repertório íntimo, como diários de universos particulares.

Parece haver uma lógica nas relações afetivas contemporâneas que tornam os relacionamentos imãs para o fracasso. Os sentimentos estão afinados ao discurso? O que se realmente busca? Distância, carência, desejo, ciúme, raiva, razão, emoção, indecisão são alguns dos temas dessas “novas verdades”. Mas o que de principal se coloca, é como lidamos com o que já conhecemos e há muito fingimos não ver.

Currículo do artista

Everton David (Everton David Santos de Souza) nasceu em Arara/PB, 1989. Vive e trabalha em João Pessoa. Artista visual, jornalista e mestrando em Comunicação pela Universidade Federal da Paraíba-UFPB. Desenvolve trabalhos a partir dos trajetos entre corpo, memória e afetividade. Estabelecer diálogos metafóricos sobre questões das relações afetivas contemporâneas é o fio condutor de sua poética iconográfica

sentimental. O interesse por uma repetição de elementos mínimos como números, símbolos e signos geram sentidos de uma geografia física, do corpo e dos sentimentos, debatidas por meio de um repertório íntimo reconstruindo mapas sentimentais entre a experiência pessoal e a do “outro”. Seus últimos trabalhos foram expostos nas mostras individuais O que permanece comigo, Museu Assis Chateaubriand-MAC (Campina Grande/PB, 2014); Borrão de sangue e coisas ruins, Sesc Paraíba (Campina Grande/PB, 2014); Cores e ‘sin colores’ em (des)perfeita simetria, Galeria da Fotografia Consigo (São Paulo/SP, 2014). E nas exposições coletivas Salão de Artes Visuais do Sesc, Sesc Cabo Branco (João Pessoa/PB, 2016); Entre a insônia e o pesadelo, Galeria Irene Medeiros (Campina Grande/PB, 2015); Confluentes, Galeria Lavandeira/ UFPB (João Pessoa/PB, 2015); Coletiva 5, Usina Cultural Energisa (João Pessoa/PB, 2015) e Hiatos, Museu de Arte Assis Chateaubriand-MAAC (Campina Grande/PB, 2015).

Contatos: Rua Newton F. dos Santos, 245, Apto. 304, Bloco C – Valentina – 58062-155 João Pessoa/PB | Fones: (83) 99938.6541 / 98640.8019 |

Email: evertondaviid@gmail.com | https://vimeo.com/evertondaviid

O lançamento da Exposição de Everton David, acontece na Galeria de Arte às 20:00.