Agenda

11/04/2019

Edital de Ocupação 2019_2020 | Vernissage Exposição GUTO HOLANDA | A Cor que Não Vejo

Release Exposição

O que: Cor que não vejo, individual do artista Guto Holanda
Como: 30 obras (pinturas, objetos, colagens sobre tela) produzidas em 2019
Quando: 11 de abril, quinta-feira, 20h (vernissage)
Até 11 de maio de 2019, de terça a sábado, das 13h às 20h
Onde: Usina Cultural Energisa (Rua João Bernardo de Albuquerque, 243 – Tambiá – João Pessoa-PB)
Curadoria: Dyógenes Chaves (98808.7877)
Organização: Gerência de Comunicação e Marketing/ Energisa

Realização: Secretaria Especial da Cultura/ Ministério da Cidadania (Lei Rouanet)
Patrocínio: Energisa Paraíba

Obs. Artista selecionado no Edital de Ocupação da Usina Cultural Energisa 2019-2020. Exposição inaugural do calendário 2019 da Usina Cultural Energisa.

Contatos:
gutoholanda@hotmail.com
@gutoholandaportfolio
83 98622.0956

www.usinaculturalenergisa.com.br
www.usinaocupacao.com.br

Por Guto Holanda

Nesse atual trabalho, Cor que não vejo, busco diálogos acerca de questões étnicas, ou seja, minha pintura aponta para a pele negra, por ser a cor menos vista entre os tecidos sociais, haja vista as relações de poder, além de temas recorrentes da cultura e religiões afro. Nesse sentido, enfatizo essa relação descrita com a cor não vista (alterada) pelo daltonismo, transformando em metáfora o fato de negros e negras serem ignorados em diversas situações oportunas que permeiam o cotidiano, historicamente e na contemporaneidade. A cor excluída socialmente nos remete a naturalização da imagem, ou seja, a imagem não questionada, trazendo à tona a invisibilidade.
Nessa perspectiva, os trabalhos artísticos que compõem a exposição têm como suportes e técnicas a pintura acrílica e a óleo sobre tela e tecidos, assim como trabalhos produzidos com dreads de cabelo sintético, desenho a carvão, colagem, trabalhos em costuras e tingimento de tecidos.

Os trabalhos apresentados surgem ou são reconfigurados a partir da vivência durante a residência artística MOVIMENTO – ARAPUCA ARTE RESIDÊNCIA, na praia de Arapuca, Jacumã (Conde, Paraíba, 2019), cujos desdobramentos acerca da pesquisa supracitada vem ganhando aprofundamento teórico e estético. Sendo assim, a experiência sensível relacionada ao tema em questão investiga situações ligadas à religiosidade, tendo como fio condutor a relação entre sujeito e o invisível, sensações, intuições e histórias, aprofundando a poética artística no sagrado, místico, tendo como pano de fundo o mistério da Jurema.

Tais experiências apontam para um viés social, encontrando conceitos pertinentes à temática da arte afro-brasileira, que explora situações cotidianas, buscando visibilidade a uma cultura visual legítima, impregnada de significados e ramificações antropológicas que surgem cotidianamente com força, a partir de processos de exclusão, violência, preconceitos, marginalidade, invisibilidade.
Cor que não é vista, que é ignorada, rejeitada, mascarada, violentada. Cor que ressurge, que luta, que impõe valores. Cor que não é o que vejo, cor que não vejo.

Currículo do artista

Natural de São Paulo/SP, Guto Holanda nasceu em 1981. Atualmente vive e trabalha em João Pessoa, Paraíba, onde desenvolve sua produção artística conciliando com trabalhos relacionados à arte-educação. Graduado em Pedagogia (Universidade Federal da Paraíba-UFPB) e mestrando em Artes Visuais (UFPB), Guto Holanda tem como pesquisa artística a relação do sujeito com o seu meio, utilizando-se da ressignificação da imagem através de suas pinturas e desenhos. Tais pinturas surgem da desconstrução do real, do objeto, do físico, e partem para o encontro da pintura gestual com o figurativo. As diversas cores utilizadas nas pinturas surgem da necessidade acerca do próprio entendimento do que seriam tais cores apropriando-se do daltonismo, que interfere em sua gama visual. Assim, sujeitos, objetos e gestos compõem cada trabalho artístico. Exposições individuais: A expressão da cor, Hall de Exposições da Energisa, João Pessoa, Patos e Campina Grande, 2015; Nunca serei cinza, SESC, Edital Exposesc Paraíba, 2016; Cor de dentro, Edital de Ocupação da Galeria Archidy Picado, Espaço Cultural José Lins do Rego, João Pessoa, 2017; Nunca serei cinza, Edital de Ocupação da Galeria de Arte do IFRN, Natal/RN, 2017; Nunca serei cinza, Edital de Ocupação da Pinacoteca da Ufal, Maceió/AL, 2017; Salão de Artes Visuais SESC Paraíba 2016, João Pessoa, Campina Grande e Guarabira. Exposições coletivas: Coletiva 6, Edital de Ocupação Usina Cultural Energisa, João Pessoa, 2015; Projeto SESC Confluentes 2015, Paraíba; Confluentes, Galeria Lavandeira, CCTA-UFPB Campus 1, João Pessoa, 2015; Em processo, Espaço Alice Vinagre, Funesc, 2016; Narrativas, Galeria Lavandeira, CCTA-UFPB Campus 1, 2017.