Agenda

12/03/2020

12/03 – VERNISSAGE | Coletiva 02 – “Ruderais e Ruínas Vivas” ( VISITAÇÃO SUSPENSA POR TEMPO INDETERMINADO )

Coletiva com os artistas Allan Luna (exposição Ruderais) e Danielle Travassos (exposição Ruínas vivas)
Como: Fotografias produzidas entre 2018-2020.
Quando: 12 de março, quinta-feira, 20-22h (vernissage)
Até 11 de abril de 2020, de terça a sábado, das 13h às 20h
Onde: Usina Cultural Energisa (Rua João Bernardo de Albuquerque, 243 – Tambiá – João Pessoa-PB)
Curadoria da Usina Cultural Energisa: Dyógenes Chaves (98808.7877)
Organização: Gerência de Comunicação e Marketing/ Energisa
Realização: Secretaria Especial da Cultura/ Ministério da Cidadania (Lei de Incentivo à Cultura)
Patrocínio: Energisa Paraíba

Resumo sobre as exposições

1. Ruderais, de Allan Luna

Em “A flor e a náusea”, Drummond diz: “Uma flor nasceu na rua! […] É feia. Mas é uma flor. Furou o asfalto, o tédio, o nojo e o ódio”. A palavra resiliência pode ser entendida como a capacidade de ser flexível, de adaptar-se a mudanças, mas também de lidar com as adversidades, de superar obstáculos e resistir à pressão de situações difíceis. As imagens que compõem o ensaio “Ruderais” nos permitem refletir sobre a admirável capacidade de resiliência que possui a natureza, quando esta enfrenta a força do concreto, insistindo em brotar e viver num mundo que lhe é estranho.

As fotografias foram produzidas nas ruas do Centro Histórico da capital paraibana, entre 2018 e 2020, e nos fazem pensar sobre o abandono no qual se encontram inúmeras construções históricas dessa outrora pujante área da cidade. Foi nesse patrimônio, por vezes desamparado, que foram registradas as plantas denominadas de ruderais: aquelas que, poeticamente, brotam em ambientes profundamente perturbados pela ação do ser humano; aquelas que, resilientemente, durante seu ciclo evolutivo, adaptaram-se a espaços degradados pela ação humana e pelas marcas do tempo.

A arte que essas espécies produzem para (sobre) viver é, pois, uma forma ímpar de resistência; um balé, numa dança que tem a natureza como protagonista cheia de equilíbrio e firmeza, no coração da urbe antiga e moderna. Nesta série de imagens, os olhares se voltam para o despercebido e terminam por captar delicados e simples momentos, invisibilizados pelo acelerado viver contemporâneo.

www.allanluna.com/ruderais

2. Ruínas vivas, de Danielle Travassos

A memória é constituída de informações, imagens e lembranças, criando uma espécie de arquivo onde o vazio e o esquecimento disputam com a lembrança momentos de glamour. Essas imagens de casarões abandonados e ruínas trazem à memória imagens idealizadas onde no silêncio do abandono se fazem presentes admiráveis jardins, raízes e destroços, reproduzindo imenso encanto e mistério, trazendo vida e cor aquele lugar devastado pelo tempo.