Agenda

10/03/2016

Coletiva 7 com Giga Brow, Hipólito Rodrigues, Luciana Urtiga e Pilar Roca

Coletiva 7 com Giga Brow, Hipólito Rodrigues, Luciana Urtiga e Pilar Roca

 

Na próxima quinta-feira, 10 de março, a galeria de arte da Usina Cultural Energisa inaugura a exposição Coletiva 7, com trabalhos dos artistas Giga Brow, Hipólito Rodrigues, Luciana Urtiga e Pillar Roca. Com 36 obras de arte, entre pintura, fotografia digital, desenho e grafitti, a Coletiva 7 inicia a programação de arte visual da Usina Cultural Energisa, em 2016. Os selecionados integraram as mostras do projeto “Arte na empresa” de 2015 que apresenta novos talentos em espaços destinados às artes nas sedes da Energisa em João Pessoa, Patos e Campina Grande.

 

Desde sua fundação, em 2003, a Usina tem sido palco de grandes eventos, como o Festival de Cinema de Países de Língua Portuguesa (Cineport) e o Prêmio Energisa de Artes Visuais. Com uma programação mensal com projetos como Usina da Música, Violadas e espaços como a Galeria de Arte, Livraria da Usina, Espaço Energia e Café da Usina, o polo cultural atrai, diariamente, um público interessado em apreciar shows, concertos, exposições, lançamentos de livros, cinema, teatro, entre outros eventos.

 

Em 2015, cerca de 40 mil pessoas passaram pelo local. Foi nesse ano que foi retomada a ocupação da Galeria de Arte da Usina com uma série de exposições, coletivas e individuais, com destaque para a produção local e propondo o reconhecimento desses artistas, que, em sua maioria, foram destaques surgidos no Arte na Empresa, projeto de exposições realizado ininterruptamente pela Energisa desde 2008, nas cidades de Patos, Campina Grande e João Pessoa.

 

As exposições desta temporada “local” se estenderão até meados de 2017, sendo a galeria ocupada periodicamente por coletivas e individuais, de artistas selecionados pelo Edital de Ocupação da Usina Cultural Energisa 2016-2017 e os projetos pelo “Arte na empresa”. Com essa iniciativa, o público tem oportunidade de conhecer a produção dos artistas da nossa terra.

 

É a Usina Cultural Energisa, que cumpre o seu papel na geração de cultura e arte, fazendo dessa honrosa missão um marco de aproximação entre artistas e público.

 

Serviço:

 

Coletiva 7 – com Giga Brow, Hipólito Rodrigues, Luciana Urtiga e Pilar Roca

Data: Abertura nesta quinta-feira, 10 de março, às 20h (vernissage)

Exposição aberta ao público de 10 de março a 3 de abril de 2016, de terça a domingo, das 14h às 20h.

Local: Usina Cultural Energisa

Rua João Bernardo de Albuquerque, 243 – Tambiá – João Pessoa-PB

Curadoria: Dyógenes Chaves

Tel: (83) 9 8808-7877

Entrada Gratuita

 

Mais Informações:

 

Gerência de Comunicação e Marketing

Energisa Paraíba / Energisa Borborema

(83) 2106-7017 / 2106-7016

 

Contatos:

 

Giga Brow

gigabrow@hotmail.com

Tel: (83) 98847.5301

 

Luciana Urtiga

E-mail: lucianaurtiga@gmail.com

Tel: (83) 9 9655-5596

 

Pilar Roca

E-mail: pilarocaes@hotmail.com

Tel: (83) 99156.7426 / 3042.2676

 

Hipólito Rodrigues

E-mail: rebecalinh@gmail.com

Tel: (83) 987 395 888 / 988 645 148

 

 

TEXTOS DE APRESENTAÇÃO

 

O Romance do Pavão Misterioso de Giga Brow

 

Inspirada em passagens do maior clássico da literatura de cordel, Romance do Pavão Misterioso, escrito em 1920, por José Camelo de Melo Rezende, a série homônima, do artista visual pessoense, Gigabrow, faz parte desta coletiva que inaugura a programação da Usina Cultural Energisa em 2016.

 

Nascido no bairro da Torre, em João Pessoa, aos 7 anos, Gigabrow passava finais de semana com a família em um sítio, em Itapororoca (PB). Lá teve o seu primeiro contato com a modelagem em argila e o desenho, reproduzindo os bichos soltos do terreiro. “A minha primeira referência de arte veio do meu irmão, que fazia esboços para eu colorir. Um dia, ele me ensinou a técnica do desenho: primeiro um olho, depois um nariz e por aí em diante… Aos 21 anos, montei o meu primeiro ateliê, no bairro do Cristo Redentor”, relembra o artista. Produzindo profissionalmente há mais de 18 anos, Gigabrow desenvolveu várias frentes de trabalho, atuando como diretor de arte em filmes e comerciais e também como produtor de arte, construindo cenários e objetos de cena para peças de teatro, além de produzir ilustrações para publicações impressas e digitais.

 

Sobre a escolha do tema para esta exposição o artista revela que a sua maior influência vem da cultura popular, dos livros, das vivências e do entorno. “Viver me dá inspiração”, revela. As pinturas que compõem Romance do Pavão Misterioso são adaptações lúdicas e atemporais de trechos do cordel, sob a ótica pessoal do artista.

 

Hipólito Rodrigues – Vida!

 

Aos 73 anos de idade e 50 de carreira, o artista plástico Hipólito Rodrigues, natural de Itambé/PE, apresenta a série Vida!, obras (pinturas) produzidas ao longo de décadas de ativismo político e cultural na Paraíba.

 

O interesse pela arte vem da época de escola, quando aprendeu a desenhar com giz e carvão. O artista forjou a sua arte na política e nas causas ambientalistas, sendo um dos fundadores do sindicato das Ligas Camponesas, em sua cidade natal, e atuando como incentivador da cultura local, em especial das tradições folclóricas da Zona da Mata canavieira.

 

Em meio à conturbada situação política e cultural do país nas décadas de 60 e 70, quando chegou a ser preso durante o regime militar, formou-se em Direito e, paralelamente, manteve o desenho “como forma de estabelecer uma conexão com a liberdade de expressão”, afirma.

 

Transitando entre o figurativo e o abstrato, as pinturas de Hipólito Rodrigues abordam temas vitais e relevantes como arte e política, onde o artista lança mão de suas experiências e vivências para compor as telas.

 

As obras desta série Vida! já foram apresentadas em sua primeira mostra individual, no programa Arte na Empresa, em 2015. Hipólito credita o ineditismo da sua produção à sua condição de “agente subversivo cultural e político”. “Por muito tempo, vivi na clandestinidade. Mas, a arte sempre esteve ao meu lado.” Além da pintura, hoje mais esporádica, o artista realiza trabalhos com materiais reciclados, confecção de maquetes vivas, bem como a criação de cenários para peças teatrais.

 

A fotografia digital de Luciana Urtiga

 

A artista visual Luciana Urtiga, apesar de jovem já apresentou sua obra em inúmeras mostras coletivas e realizou seis individuais. Nessa mostra, a artista traz trabalhos produzidos entre 2012 e 2015, que buscam a autoconsciência e o autoconhecimento. Além disso, algumas peças são resultados da necessidade instintiva de fazer uma obra sem ter câmera na hora. Arte chamada mobgrafia.

 

Apaixonada por fotografia, Luciana Urtiga é natural da cidade de Campina Grande, Paraíba, aonde viveu até o final de 2012 e se formou em Arte e Mídia, pela Universidade Federal de Campina Grande (UFCG), em 2010. “Entrei no curso já sabendo minha inclinação para a fotografia, graças à minha irmã que cultivou essa paixão, transferindo um pouco para mim”, revela. Hoje, a artista reside em João Pessoa.

 

Há seis anos como artista visual, Luciana percebeu que cada foto que fazia precisava ser diferente e que elas não deveriam ser apenas um simples registro. Foi então que começou a intervir na imagem, buscando diferentes ângulos e criando novas formas e imagens. “Minha primeira fuga com resultados mais substanciais foi com o uso de espelhos e objetos reflexivos. Logo depois, comecei com intervenções digitais, como espelhamento de imagens e sobreposições”, lembra.

 

Durante muito tempo, sua temática foi instintiva e autorretrativa. Entretanto, nos últimos anos, a artista vem trabalhando a busca pelo autoconhecimento. “Com esses trabalhos, procuro entender quem posso vir a ser, metafisicamente”, declara.

 

Desenhos de Pilar Roca

 

A série de desenhos, segundo Pilar, é o resumo de uma técnica de sobrevivência, fruto da insatisfação e do tédio com a letra escrita e das aulas na universidade, onde começou a desenhar nas margens das apostilas durante as aulas. “A insatisfação e o tédio inicial que deu início a esta série teve a ver com a rejeição de um sistema de valores e de uma organização da vida muito seca e produtivista que me atingiu em cheio quando tinha dezenove anos. Simplesmente não podia respirar na minha sociedade porque quanto maior fosse o apagamento do sentido da vida maiores as garantias de ser bem sucedido nela. Alguns dos meus amigos tiraram a sorte do hospício ou da vida programada sob a forma de convenções de todo tipo no amor, no trabalho, na espiritualidade. Alguns deles são felizes. Eu resolvi sair do círculo vicioso e arriscar. Ainda arrisco. Os desenhos me poupam a loucura”, revela a artista.

 

Pilar começou a sua produção visual desenhando à caneta, depois passou para o óleo e pastel até chegar aos desenhos com traços de pintura, que lembram xilogravura, sempre inspirada pelos estados anímicos internos provocados por eventos inesperados, como uma palavra fora do lugar, um caminhar estranho, um campo de luz vibrante ou um mostrengo inacabado.

 

A artista cresceu nos arredores da baía de Cádiz, onde contemplava do seu quarto, o trânsito dos cargueiros sendo puxados pelos barcos-guia que os conduziam até o estaleiro. Em Coruña, suas lembranças são do sol luminoso e da claridade salgada para os dias de chuva da Galícia, “onde as ondas do Cantábrico e do Atlântico batiam as janelas da nossa sala de aula durante as práticas de caligrafia que aproveitava para escrever meu desejo de me jogar de bicicleta pelas ladeiras que desenhavam a cidade”, relembra Pilar.

 

 

Mais Informações:

 

Gerência de Comunicação e Marketing

Energisa Paraíba / Energisa Borborema

(83) 2106-7017 / 2106-7016