Agenda

22/07/2016

Coletiva 9 – Conceição Myllena, Jas-One, Petrus Vinícius e Thaynara Negreiros

Nesta sexta-feira, 22 de julho, às 20h, a Usina Cultural Energisa abre a Exposição Coletiva 9, que traz trabalhos dos artistas Conceição Myllena, Jas-One, Petrus Vinicius e Thaynara Negreiros.

 

Exposição Coletiva 9

Data: Abertura nesta sexta-feira, 22 de julho, às 20h (vernissage)

Exposição aberta ao público de 22 de julho a 20 de agosto de 2016, de terça a domingo, das 14h às 20h.

Local: Galeria de Arte

A Usina Cultural Energisa, desde sua criação em 2003, tem sido palco de grandes eventos, como o Festival de Cinema de Países de Língua Portuguesa (Cineport), Prêmio Energisa de Artes Visuais, entre outros. E a Usina não para. Uma programação mensal com projetos permanentes como Usina da Música, Domingo na Usina, Violadas, e espaços como a Galeria de Arte, Livraria da Usina, Espaço Energia e Café da Usina, atraem diariamente um público interessado em apreciar shows, concertos, exposições, lançamentos de livros, cinema, teatro.

Em 2015, retomamos a ocupação da galeria de arte da Usina com uma série de exposições, coletivas e individuais, com destaque para a produção local e propondo o reconhecimento desses artistas, notadamente daqueles talentos surgidos no Arte na Empresa, programa de exposições realizado ininterruptamente pela Energisa, na Paraíba, desde 2008, nas cidades de Patos, Campina Grande e João Pessoa.

As exposições desta temporada “local” se estenderão até meados de 2017, sendo a galeria ocupada periodicamente por coletivas e individuais, de artistas selecionados pelo Edital de Ocupação da Usina Cultural Energisa 2016-2017. Com essa iniciativa, o público tem oportunidade de melhor conhecer a produção dos artistas da nossa terra.

É a Usina Cultural Energisa, que cumpre o seu papel na geração de cultura e arte, fazendo dessa honrosa missão um marco de aproximação entre artistas e público.

Fluxus, por Conceição Myllena

Fluxus é uma série de autorretratos composta por sete fotoperformances. A auto-referência nas imagens é a matéria prima para questões contemporâneas: conflito de alter egos e suas nuances múltiplas; a relação do ser com o meio numa relação de transitividade, de extensão; bem como dilemas existenciais da artista (identidade). As imagens de Fluxus sugerem ainda algo entre o erótico e o divino. Há uma relação visceral do ser feminino com a terra e a energia do caos. A concepção, a origem, seu mistério e poiesis. Uma necessidade de expressão que toma forma a partir de imagens verborrágicas, onde seu corpo fala. As imagens apresentadas provém de uma ação performática, mas são essencialmente pensadas para a fotografia. Há um limite entre o registro de performance e a fotoação. Transito nesse limite.

A artista

Conceição Myllena nasceu em Cajazeiras/PB (1990). Vive e trabalha em João Pessoa. Graduanda em Artes Visuais pela UFPB. Graduada em Turismo pela UFPB. Estudou 2 semestres de Cinema e História da Arte na Universidade de Jaén (UJA), na Andaluzia, Espanha. Artista visual, poeta polissêmica e performática, possui trabalhos cujos conceitos visuais misturam/ experimentam diversas linguagens e suportes, como a fotografia e a performance.

conceicaomyllena@gmail.com

http://issuu.com/conceicaomyllena

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Devaneios (de Jas-One), por Flaw Mendes

Devaneios é uma simples forma da expressão do corpo através dos sentidos, ou melhor, a junção dos sentidos fazendo referências à sinestesia. As obras foram concebidas através das misturas de sentidos do artista durantes noites em que se sentia perturbado por causa da sua hiperatividade, perda da realidade e insônias beirando a psicose. A obra tem o artista como objeto dela mesma, pois é o jeito que o artista tem de como se expressar.

O desconforto que as imagens trazem é uma forma de retratar a complexidade e o conflito vivenciado por nós no mundo contemporâneo, o qual exige padrões de beleza, padrões de ordem geral.

As imagens foram captadas por um scanner e um computador manipuladas digitalmente para obter o resultado desejado. Baseando-se nos cinco sentidos humanos que são os responsáveis por nosso plano sensorial, fazendo assim com que o público mergulhe em um misto de sensações sinestésicas e psicóticas ao contemplarem as imagens. É preciso sair do campo restrito da visão, no qual muitas vezes não conseguimos entender a essência da obra, limitando as nossas percepções. É necessária a ativação dos demais sentidos para que possamos nos aprofundar ao universo do artista, e aquilo que ele quis transmitir através de sua obra.

O artista

Jardel Silva (Jas-One) é natural de Campina Grande/PB (1989), onde vive e trabalha. Artista visual, gravurista e arte finalista. Desenvolve trabalhos conceituais a partir de experimentos com a materialidade dos objetos e elementos. Aborda relações de violência, confrontos de ideias/ideologias e as relações sociais. Realizou exposições coletivas e individuais em Campina Grande (Sesc Centro, Art7 Galeria, Galeria de Arte Irene Medeiros, UEPB e MAAC) e João Pessoa (Galeria Lavandeira/CCTA/UFPB).

jas-one@hotmail.com

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Réquiem, por Petrus Vinicius

O conjunto de esculturas confeccionadas em papel machê intitulado Réquiem, reunindo 12 personagens, foi possível a partir de um delírio auto-elusivo, surgido quando procurava inspiração para minhas criações. Ora, a inspiração para criar pode emergir, evidentemente, a partir do deleite de outras criações e a música clássica é um refúgio importantíssimo no qual encontro um ambiente propício e afinado com minhas inquietações artísticas. A fruição ao escutar “Réquiem”, uma missa fúnebre criada por Mozart, põe-me a subtornar a realidade e sonorizar, aos olhos, o resultado de minhas sensações enquanto artista entregue ao doce (e mórbido) “soar” da arte deste genial músico. Meio perturbado com tamanha genialidade musical, as figuras em papel machê permitem tornar palpável, visível, as nuanças sonoras e perturbadoras presentes no “Réquiem”.

O artista

Petrus Vinicius nasceu em Campina Grande/PB (1980), onde vive e trabalha. Artista visual. Autodidata. Graduando em Geografia (UEPB). Desenvolve trabalhos em técnicas tradicionais. Recentemente passou a trabalhar em esculturas em papel machê. Exp. ind.: Réquiem Armorial (Núcleo de Extensão/UFPB, Sumé-PB, 2013). Exp. col.: Ateliê Ponto Gráfico (São Paulo, 2012); Réquiem – Prêmio [IV Overdose Sesc Paraíba] (Campina Grande, 2012); Pedaços de Nós [XXXV Festival de Inverno de Campina Grande] (Galeria de Arte Irene Medeiros, 2013); A moça do jardim flutuante [5°Bienal de Artes Pequeno Príncipe] (MAC, Campina Grande, 2013); Imaginário Oculto [Festival Universitário de Arte-FUA] (Campina Grande, 2013); Memórias de um passado que não passou (Central de Aulas/UEPB, Campina Grande, 2014).

petrusviniciuscg@gmail.com           https://www.facebook.com/petrusviniciusartespapelmache

Dividuus, por Thaynara Negreiros

Depois da sua descoberta, a fotografia aflorou uma mudança na percepção artística devido a sua técnica e suas possibilidades de expressões visuais, porém nada seria obtido sem estudos científicos. Graças aos pensamentos de inventores juntamente com a ótica, química e física, tivemos a oportunidade de conceber um estudo mais apropriado sobre a ação e manipulação da luz. Muito embora a primeira grande reação para com a fotografia tenha sido de fato torná-la objeto de auxílio científico, a História acabaria por provar a força da opinião que lhe considerava “libertadora” para a arte.

Este trabalho – a série Dividuus – consiste na abordagem do uso de técnicas desenvolvidas pela ciência, assim como a fotografia, que foram ao longo do tempo gerando inquietudes no homem, as quais o fizeram ansiar por novas ressignificações do mundo, gerando em paralelo, novas formas do fazer artístico. Em termos de aplicação, o projeto irá discutir especificamente como a apropriação de um raio-X convencional pode partir para uma prática artística e gerar um discurso estético.

A artista

Thaynara Negreiros nasceu em Campina Grande/PB, onde vive e trabalha. Graduada em Arte e Mídia pela UFCG (2015). Trabalha com fotografia, audiovisual, ilustração, arte de rua e projetos culturais. Em 2010 iniciou na “Street Art”, desenvolvendo intervenções com sticker e logo depois descobriu o Graffiti. Integrante da NASA CREW, participou de festivais e exposições e representou a Paraíba em eventos nacionais de Graffiti: o “Street os Styles” (Curitiba) e o “Recifusion” (Recife).