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08/09/2016

Usina da Música com Esmerald Hill, Jonathan Tadeu, Fernando Motta e Sentidor

Jonathan Tadeu é um nome que há vários anos ronda o cenário independente mineiro. Assinando vídeos e clipes de inúmeros projetos do underground, assumindo os acordes e a voz da Quase Coadjuvante e preenchendo ocasionalmente as linhas de baixo da Lupe de Lupe, o artista mineiro é peça importante no processo de formação e fortalecimento da Geração Perdida de Minas Gerais. Além do esforço colaborativo, nos últimos anos Jonathan tem focado suas energias em sua carreira solo. Em 2015, lançou o celebrado “Casa Vazia”, um disco minimalista e íntimo, gravado e produzido pelo músico em parceria com o líder da Lupe de Lupe, Vitor Brauer.​ Aclamado pelo público e crítica em função de suas letras melancólicas, simples e autobiográficas, o autor dá continuidade às trilhas de clássicos do Sadcore e Emo dos anos 90 como Red House Painters, Elliott Smith e Cat Power. Ainda em 2015 iniciou o processo de divulgação de seu disco, passando por São Paulo e se apresentando ao lado de nomes como Raça e Ombu​, chegando a se apresentar no Festival Pequenas Sessões em Belo Horizonte.

 

Fernando Motta é um rosto pacato na cena musical independente de Belo Horizonte. Entre passos tímidos, às vezes incertos, o guitarrista e compositor da Geração Perdida já caminhou ao lado do multiartista Jonathan Tadeu e da banda Young Lights. E é com esses mesmos passos tênues que Fernando nos deixa conhecer seu primeiro disco solo, “Andando sem olhar pra frente”. Navegando entre interrogações e tempestades, o disco é um convite ao sincero e lírico cotidiano de um jovem músico que começa agora a cantar tanto seu passado quanto as lutas infinitas do caminho ainda por vir. As faixas do disco trazem sempre a história de seu autor, como um diário. As referências para a construção dos arranjos vêm das guitarras do sadcore de Cat Power, Pedro The Lion e Elliott Smith, das grandiosas construções do pós rock do Mogwai, e da menção direta e nostálgica aos Beatles, na letra carinhosa de uma das canções. É um disco vivo, um mosaico de sussurros e desabafos que poderia soar fechado ou demasiadamente particular. No entanto, o incômodo com ondas de autopromoção, de jograis e pretensões, faz o compositor encontrar ressonância justamente na criação de um pop-contramão, enquanto canta com voz doce e simples: “Mentir nunca pode ser um meio de se afirmar”.

Sentidor é o projeto de eletrônica experimental do músico mineiro João Carvalho. O projeto tende à expressão de sonhos, devaneios e trilhas sonoras acidentais, recriando sentimentos em sua forma mais singela, antes das palavras os trazerem para o nosso mundo. Atuando também como produtor musical na cena Belorizontina, principalmente dentro do Coletivo Geração Perdida, Sentidor, acumula mais de 4 discos lançados, participação em Listas de Melhores Discos do Ano em blogs de referência como Rockinpress, Monkeybuzz, Floga-se e outros sites especializados. Gravou um disco colaborativo com o produtor Nillo, da Costa Rica, e cantores tradicionais do povo Ngäbe. Por conta desse trabalho e de participações em projetos do Sounds and Colours e, mais recentemente, com o cineasta independente Vincent Moon, foi eleito pela Remezcla como “Um dos oito músicos ressaltando a resistência indígena em 2016” (http://remezcla.com/lists/music/musicians-indigenous-resistance/). Ainda em 2016, lançou “Memoro Fantomo _ Rio Preto”, uma obra que retrata sensorialmente um processo depressivo através de um disco duplo, trabalho fotográfico e anotações de um diário, e dá prosseguimento agora à turnê de lançamento do disco, que passou por São Paulo e pretende visitar ainda o Rio de Janeiro, Recife, e diversos outros estados do Nordeste. 

Esmerald Hill é uma banda da cidade de João Pessoa, composta por Vítor Figueiredo (vocais, guitarra), Luíz Lopes (bateria) e Gabriel Novais (baixo). O som da banda é baseado em bandas do underground dos anos 90 até hoje, como My Bloody Valentine, Brand New e Beach Fossils. ‘ Presciência’, o single lançado em agosto de 2016, pelo selo Fiasco Records, apontapara um amadurecimento da banda, aderindo alertas em português e mudando sem perder o melhor da sonoridade estabelecida.Seu primeiro EP, ‘DREAMS TO COME’, lançado em agosto de 2015, é um disco que mistura gêneros, climas e temáticas da agressividade do Post-Punk, às texturas sonoras que remetam ao Shoegaze. Desde então, vêm fazendo shows pelo nordeste e escrevendo músicas para um futuro álbum que será lançado no final do ano.

O show acontece na sala Vladimir Carvalho.